Mostrando postagens com marcador César Passarinho. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador César Passarinho. Mostrar todas as postagens

domingo, 12 de dezembro de 2010

Mateando e musiqueando: "Negro de 35"


NEGRO DE 35

Composição:José Rufino de Aguiar Filho e Clóvis Souza

A negritude trazia a marca da escravidão;
Quem tinha a pele polianga vivia na escuridão;
Desgarrado e acorrentado, sem ter direito a razão.

Castrado de seus direitos não tinha casta nem grei;
Nos idos de trinta e cinco, quando o caudilho era o rei;
E o branco determinava, fazia e ditava a lei.

Apesar de racional, vivia o negro na encerra;
E adagas furavam palas, ensangüentando esta terra;
Da solidão das senzalas tiraram o negro pra guerra;


Peleia, negro! Peleia, pela tua independência!
Semeia, negro! Semeia teus direitos na Querência!


Deixar o trabalho escravo, seguir destino campeiro;
As promessas de igualdade aos filhos no cativeiro;
E buscando liberdade o negro se fez guerreiro.

O tempo nas suas andanças viajou nas asas do vento;
Fez-se a paz, voltou a confiança, renovaram pensamentos;
A razão venceu a lança e apagou ressentimentos.

Veio a lei Afonso Arinos cultivando outras verdades;
Trouxe a semente do amor para uma safra de igualdade;
Porque o amor não tem cor, sem cor é a fraternidade.

Peleia, negro! Peleia, pela tua independência!
Semeia, negro! Semeia teus direitos na Querência!



UM EXCELENTE DOMINGO A TODOS E A TODAS!

  • Para assistir, no YouTube, "Negro de 35" na interpretação de César Passarinho, clique aqui.
  • Sobre o espaço "Mateando e musiqueando", clique aqui.

domingo, 4 de julho de 2010

Mateando e musiqueando: "Que homens são esses"


QUE HOMENS SÃO ESSES

(Francisco Castilhos / Carlos Moacir)

Que homens são esses
Que fogem a luta
Será que não sabem as glórias do pago
Que homens são esses que nada respondem, que calam verdades, que reprimem afagos
Que homens são esses que trazem nas mãos o freio, o cabresto, a rédea e o buçal
Que homens são esses que tem o dever de fazer o bem, mas só fazem o mal

Eu quero ser gente igual aos avós
Eu quero ser gente igual aos meus pais
Eu quero ser homem sem máguas no peito
Eu quero respeito e direitos iguais
Eu quero este pampa semeando bondade
Eu quero sonhar com homens irmãos
Eu quero meu filho sem ódio nem guerra
Eu quero esta terra ao alcance das mãos

Que sejam mais justos os homens de agora
Que cantem cantigas, antigas e puras
Relembrem figuras sem nada temer

Procurem um mundo de paz na planura
E encontrem na luta, na força e na raça
Um novo caminho no alvorecer

Desperta meu povo do ventre de outrora
Onde marcas presentes não são cicatrizes
Desperta meu povo liberta teu grito
Num brado mais forte que as próprias raizes

Eu quero ser gente igual aos avós
Eu quero ser gente igual aos meus pais
Eu quero ser homem sem máguas no peito
Eu quero respeito e direitos iguais
Eu quero este pampa semeando bondade
Eu quero sonhar com homens irmãos
Eu quero meu filho sem ódio nem guerra
Eu quero esta terra ao alcance das mãos

Eu quero ser gente igual aos avós
Eu quero ser gente igual aos meus pais
Eu quero ser homem sem máguas no peito
Eu quero respeito e direitos iguais
Eu quero este pampa semeando bondade
Eu quero sonhar com homens irmãos
Eu quero meu filho sem ódio nem guerra
Eu quero esta terra ao alcance das mãos


Um ótimo domingo a todos e a todas!
  • Veja no YOUTUBE "Que homens são esses" na interpretação de César Passarinho